O Dia Mundial da Vida Selvagem, celebrado em 3 de março, foi destacado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, que chamou a atenção para a importância das plantas no equilíbrio do planeta. Em sua mensagem, Guterres enfatizou que, embora os holofotes frequentemente estejam voltados para os animais ameaçados, as plantas são “os arquitetos silenciosos” que sustentam a vida na Terra.
Ele lembrou que a flora não só apoia a saúde humana como também é fundamental para diversas economias, especialmente em relação às plantas medicinais e aromáticas, que desempenham um papel vital tanto na medicina tradicional quanto na moderna, auxiliando milhões de pessoas em suas práticas diárias de cuidado e cura. O tema deste ano, “Plantas Medicinais e Aromáticas: Conservando Saúde, Património e Meios de Subsistência”, sublinha a importância dessas espécies para a biodiversidade, a estabilidade dos solos e a herança cultural de diferentes comunidades.
Guterres alertou que as plantas enfrentam desafios significativos, incluindo a crise climática, a destruição de habitats e o comércio ilegal, fatores que ameaçam a sobrevivência de milhares de espécies vegetais e, consequentemente, os modos de vida de muitas pessoas. Para mitigar estas ameaças, o secretário-geral defendeu uma governança ambiental global mais robusta, citando iniciativas como o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal e a Convenção CITES.
Dados da ONU revelam que cerca de 50 mil espécies selvagens são cruciais para satisfazer as necessidades humanas, com 9% das espécies vegetais utilizadas para fins medicinais atualmente ameaçadas de extinção. Em regiões em desenvolvimento, entre 70% e 95% da população depende da medicina tradicional.
No fechamento de sua mensagem, Guterres fez um apelo à ação coletiva, incentivando todos os países a assumirem a responsabilidade pela proteção dos recursos naturais e sustentáveis que beneficiam toda a humanidade, reafirmando o compromisso de preservar os ecossistemas que têm sido vitais para a cura e sobrevivência das populações ao longo dos séculos.
Origem: Nações Unidas






