Neste 21 de março, diversos seminários, reuniões e campanhas multimídia estão sendo promovidos em todo o mundo para celebrar o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, uma data que marca o massacre de Sharpeville, na África do Sul, onde 69 pessoas foram mortas pela polícia em uma manifestação pacífica contra o apartheid em 1960. O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatizou a necessidade de proteger a dignidade, a igualdade e os direitos humanos, reforçando que o combate ao racismo deve ser uma prioridade global.
O discurso de Guterres destacou que o racismo se manifesta atualmente também através das novas tecnologias e redes sociais, onde o discurso de ódio e os estereótipos são amplificados, resultando em violência e abuso. Ele pediu que governos, instituições e comunidades unam forças para enfrentar essas questões, promovendo ações conjuntas que visem à justiça e à igualdade.
Além disso, o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial convida a uma reflexão profunda sobre a herança do colonialismo, da escravidão e da opressão. Guterres mencionou a importância da ratificação e implementação plena da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, bem como o cumprimento da Declaração e Programa de Ação de Durban, que completará 25 anos.
Programas educacionais e eventos comunitários têm sido organizados para lembrar as vidas perdidas em atos de violência racial e promover um movimento global contra o racismo. Em 2026, o mundo se reunirá para comemorar o 60º aniversário da celebração, instando a comunidade internacional a intensificar os esforços no combate à discriminação racial sob todas as suas formas. O tema central da celebração inclui a promoção da justiça, igualdade e apoio às vozes que se opõem ao racismo, com um foco especial na Década Internacional de Pessoas de Ascendência Africana.
Origem: Nações Unidas






