Com a guerra na Ucrânia se aproximando do quarto aniversário, a situação humanitária continua a se deteriorar, especialmente no que diz respeito à infraestrutura energética do país. Ataques recorrentes têm deixado milhões de pessoas sem acesso a serviços básicos, e a Organização Internacional para Migrações (OIM) alertou que cerca de 325 mil ucranianos que retornaram a suas cidades podem enfrentar um novo deslocamento nos próximos meses, com um terço deles considerando a possibilidade de deixar o país novamente.
O inverno europeu, que tem trazido temperaturas extremas, acentua ainda mais as dificuldades. Em regiões como Boryspil, no nordeste da Ucrânia, moradores buscam abrigo e aquecimento, utilizando pontos de calor improvisados para sobreviver ao frio intenso que chega a -20°C. Em meio a esse panorama, as moradias danificadas e os cortes frequentes de energia têm levado muitas famílias a repensar sua decisão de retorno.
A OIM destacou que as necessidades de assistência estão em níveis alarmantes, com mais de 90% das demandas não atendidas em algumas áreas da linha de frente do conflito. Aqueles que voltaram recentemente para casa são os mais afetados, vivendo em condições precárias e enfrentando altos níveis de sofrimento psicológico, agravados pela falta de recursos para reparar suas residências e pelo acesso limitado a energia e aquecimento.
Em resposta à crise, a OIM vem atuando desde 2022 para apoiar milhões de pessoas dentro do país e em nações vizinhas. A agência internacional apela à comunidade global para intensificar as ações durante o inverno, focando em reparos habitacionais, apoio a meios de subsistência e serviços de saúde mental. Sem essa assistência urgente, os contínuos problemas de fornecimento de energia podem levar a novos deslocamentos, dificultando a recuperação da população afetada.
Origem: Nações Unidas






