Dados recentes do Banco de Portugal (BdP) revelam que o setor de créditos habitação no país se mostra sólido diante de riscos de incumprimento, com uma crescente proporção de empréstimos que apresentam taxas de esforço reduzidas. Até setembro de 2025, 53% da carteira de crédito habitacional possui taxas de esforço de até 20%, indicando uma maior capacidade das famílias para cumprir com suas obrigações financeiras. Esse indicador, medido pelo LSTI (Loan Service To Income), destaca a saúde financeira das famílias portuguesas, que estão se adaptando melhor às exigências de pagamento.
Além disso, a proporção de empréstimos com financiamento superior a 80% permanece baixa, atingindo apenas 7% do total em setembro de 2025. O regulador sublinha que essa configuração permite que o sistema bancário absorva eventuais quedas nos preços dos imóveis sem enfrentar perdas significativas. As recomendações macroprudenciais implementadas desde 2018, que limitam o financiamento a 90% do valor dos imóveis, também contribuíram para essa estabilidade, assim como o crescimento acentuado no valor de mercado dos imóveis.
O cenário de incumprimento nos créditos habitacionais continua historicamente baixo, fixando-se em apenas 0,2% em setembro de 2025, bem abaixo da média histórica de 1,4%. O BdP destaca que a robustez atual do sistema bancário é capaz de enfrentar possíveis perdas, reforçada por medidas macroprudenciais e reservas contra riscos sistêmicos. Embora o panorama seja otimista, há um apelo à prudência contínua na gestão de riscos, considerando o potencial impacto de choques adversos nas taxas de juros e nos rendimentos das famílias.
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