A CGTP e a UGT, duas principais centrais sindicais de Portugal, convocaram uma greve geral para o dia 11 de dezembro, em resposta ao anteprojeto do Governo que visa a revisão da legislação laboral. Os sindicatos argumentam que as propostas em discussão afetam áreas cruciais como parentalidade e a duração dos contratos de trabalho, levantando preocupações sobre os direitos dos trabalhadores. A mobilização ocorre num contexto de incerteza e insatisfação com as condições de trabalho, e visa pressionar o Governo a reconsiderar suas propostas.
O direito à greve é protegido pela Constituição da República Portuguesa, reconhecendo que cabe aos trabalhadores definirem os interesses que desejam defender. No entanto, a lei estipula que durante uma greve devem ser assegurados serviços mínimos, essenciais para garantir a segurança e o bem-estar da sociedade. Assim, a greve geral convocada abrangerá todos os trabalhadores, independentemente de serem sindicalizados, desde que cumpridos os prazos legais para o pré-aviso de greve, o que garante que os trabalhadores estejam informados e tenham a oportunidade de participar da movimentação.
A convocação da greve geral não apenas visa chamar a atenção para as políticas laborais em discussão, mas também reforça a unidade dos trabalhadores de diferentes setores. Com a inclusão de trabalhadores de empresas públicas e privadas, a ação pretende mostrar a força coletiva em defesa dos direitos laborais. Os serviços mínimos, que incluem setores essenciais como saúde e transportes, serão garantidos, de modo a minimizar o impacto na sociedade, ao mesmo tempo que se busca uma mudança nas propostas do Governo.
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