Bruxelas, a capital da Bélgica, transforma-se em um autêntico museu ao ar livre, onde o Art Nouveau transcende a apreciação, tornando-se uma vivência palpável a cada esquina. Com um legado arquitetônico que conta com quase mil edificações deste estilo preservadas, a cidade oferece tanto aos residentes quanto aos visitantes uma oportunidade única de mergulhar em um patrimônio excepcional, que ganha protagonismo especialmente na primavera, por meio do BANAD Festival.
Programado para ocorrer entre 14 e 29 de março de 2026, o BANAD Festival emerge como um ponto de encontro para entusiastas de arquitetura e arte. Durante três fins de semana, os participantes poderão explorar uma infinidade de espaços arquitetônicos, incluindo cerca de sessenta interiores que abrirão suas portas ao público pela primeira vez. Além das visitas, o festival também contará com caminhadas guiadas e passeios de bicicleta, palestras, atividades familiares inclusivas, e feiras icônicas como a Object Fair e a Restaurateurs & Experts Fair.
A história do Art Nouveau em Bruxelas teve início em 1893 com a conclusão do Hotel Tassel, obra-prima do arquiteto Victor Horta, que não só marcou um divisor de águas na arquitetura, mas também deu início a um estilo caracterizado pela fluidez das formas e pelo uso inovador de materiais como ferro e aço, inspirados por elementos da natureza. Desde então, o Art Nouveau espalhou-se pela cidade, adornando seu horizonte urbano com fachadas espetaculares que camuflam interiores artisticamente ricos.
O espírito do BANAD Festival se estende além de sua duração festiva, promovendo uma agenda cultural ativa que convida os cidadãos e turistas a continuar a exploração do Art Nouveau durante todo o ano. Destaque para a exposição «Val Saint Lambert et Leon Ledru, les oubliés de l’Art Nouveau», que revela uma coleção excepcional de cristais Art Nouveau belgas, ressaltando a riqueza desse legado cultural na cidade.
Iniciativas como a exposição fotográfica «EDEN 2.023 · A New Perspective on Paradise», que combina dança e arquitetura, e visitas guiadas temáticas ampliam as opções culturais disponíveis. Oficinas criativas e experiências ligadas a edifícios emblemáticos solidificam a ideia de que Bruxelas é um lugar onde o Art Nouveau permanece vivo e em constante evolução.
A diversidade de arquitetos que moldaram o Art Nouveau em Bruxelas, incluindo figuras como Paul Hankar e Henri Van de Velde, resultou em um panorama urbano rico e eclético, que vai desde a exuberância ornamental até propostas geométricas mais sóbrias. Exemplos como a Maison Cauchie e o Hotel Hannon ilustram a riqueza deste estilo, permitindo aos visitantes entender como o Art Nouveau permeia a vida cotidiana na cidade.
Explorar Bruxelas através do prismas do Art Nouveau é um convite para desconectar e aproveitar um passeio contemplativo, onde cada passo revela a história e a beleza dessa estética, imergindo todos em uma experiência verdadeiramente inesquecível.




