Desastres naturais e eventos climáticos extremos, como inundações e ondas de calor, estão criando uma crescente preocupação sobre a resiliência financeira da União Europeia (UE), conforme destaca um novo relatório da organização ambientalista World Wide Fund for Nature (WWF). Segundo o estudo, essas catástrofes têm um impacto significativo no acesso à habitação, particularmente para proprietários de imóveis e empresas situadas em áreas de alto risco que, sem cobertura de seguros, podem perder o acesso a empréstimos e financiamentos. O relatório, que contou com a colaboração de importantes seguradoras e instituições acadêmicas, alerta que regiões previamente consideradas seguras estão se tornando gradualmente vulneráveis.
Ainda de acordo com a WWF, a crise de seguros está se aprofundando à medida que os eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes, com cidades europeias como Roma, Istambul e Barcelona em destaque por seus altos riscos. O estudo menciona que cerca de 580 bilhões de dólares em ativos imobiliários comerciais estão localizados nas dez cidades mais vulneráveis às mudanças climáticas, com Paris liderando em termos de valor de edifícios em risco. Com um aumento considerável nos custos de seguro, a situação se torna insustentável para famílias e orçamentos públicos, com projeções de perdas econômicas que podem alcançar 126 bilhões de euros até 2029 se medidas adequadas não forem implementadas.
Para enfrentar essa crise iminente, a WWF apela à ação imediata dos governos e das entidades reguladoras, sugerindo a avaliação abrangente dos riscos climáticos e a priorização de soluções baseadas na natureza. A organização enfatiza a necessidade de criar mecanismos de compartilhamento de riscos que permitam a colaboração entre seguradoras e governos e que incentivem investimentos sustentáveis ao invés de aportes em combustíveis fósseis. A necessidade de um plano de transição sólido e a adesão a metas climáticas e de biodiversidade se tornaram urgentes para evitar um colapso no sistema de seguros e proteger a estabilidade financeira da Europa.
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