João Pratas, presidente da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Patrimónios (APFIPP), destacou em recente entrevista a importância da participação dos fundos institucionais no mercado de arrendamento acessível em Portugal. Ele defendeu que a presença destes investidores é fundamental para a criação de uma oferta significativa de habitação para arrendar, contribuindo assim para a estabilidade do mercado. Atualmente, os fundos de investimento imobiliário e de pensões têm uma parcela mínima de imóveis dedicados ao arrendamento, o que reflete a falta de incentivos adequados para atraí-los a investir nessa área.
Pratas também analisou as medidas fiscais introduzidas pelo governo, apontando que embora haja melhorias, ainda são insuficientes para equiparar a situação dos fundos à dos investidores individuais. Ele enfatizou que a tributação sobre os rendimentos dos fundos, ao contrário das isenções concedidas a investidores diretos, desestimula a atuação destes no setor de arrendamento acessível. A equação financeira do arrendamento acessível, segundo Pratas, é complexa, e para que os fundos se sintam encorajados a investir, medidas mais atrativas e que equalizem as condições de concorrência são essenciais.
Além disso, o presidente da APFIPP alertou para os desafios adicionais enfrentados pelos investidores, como os longos processos de despejo e os altos custos de aquisição de terrenos, que dificultam ainda mais o investimento em arrendamento acessível. Ele reiterou a necessidade de uma revisão do regime de arrendamento urbano e de outras políticas que possam criar um ambiente mais propício para os institucionais. A mensagem final de Pratas ao governo foi clara: é preciso criar condições favoráveis para garantir que os fundos institucionais se comprometam com o mercado de arrendamento, essencial para a resolução dos problemas habitacionais atuais.
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