O envelhecimento populacional no Japão está proporcionando insights valiosos sobre as futuras tendências habitacionais na Europa. O economista Eoin Drea, do Centro Wilfried Martens para Estudos Europeus, analisa como a busca por habitação está mudando, com uma crescente demanda por residências menores, adequadas para os mais velhos, nas proximidades de serviços essenciais. Enquanto grandes casas nas áreas urbanas podem ser remodeladas, as zonas rurais enfrentam o crescente desafio de moradias praticamente abandonadas.
Além da mudança nas preferências habitacionais, Drea destaca que o envelhecimento da população traz implicações econômicas significativas. Os governos são cada vez mais pressionados com custos relacionados à segurança social, pensões e saúde, o que poderá exigir reformulações fiscais. Essa situação poderá acentuar as desigualdades sociais, especialmente em um cenário onde as propriedades são herdadas entre gerações, reduzindo a necessidade de empréstimos e, consequentemente, complicando o acesso à moradia para as novas gerações.
Drea acredita que a União Europeia deve aprender com a situação do Japão e agir rapidamente para reestruturar seus mercados imobiliários. Segundo ele, se os governos não fizerem ajustes agora, o impacto das mudanças demográficas poderá ser ainda mais devastador nas próximas duas décadas. A comparação entre os dois contextos serve como um alerta: a proatividade é essencial para evitar uma crise habitacional futura, particularmente nas áreas mais afetadas pelo envelhecimento rápido da população.
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