As Nações Unidas anunciaram uma atualização no seu Plano de Ação para enfrentar a profunda crise humanitária em Cuba, que tem sido exacerbada pela escassez de combustíveis e pelas consequências devastadoras do Furacão Melissa. Desde o início do ano, o país caribenho vive uma severa redução em sua capacidade de importar combustíveis, resultando em impactos diretos sobre serviços essenciais como saúde, educação, saneamento e a disponibilidade de alimentos e água.
O Escritório da ONU de Assistência Humanitária (Ocha) destacou que as operações humanitárias estão severamente limitadas, exigindo um financiamento de US$ 94 milhões para apoiar cerca de 2 milhões de cubanos, o que representa um quinto da população. Até o momento, foram arrecadados cerca de US$ 26 milhões, resultando em um déficit crítico de US$ 68 milhões. O novo plano de auxílio visa atingir quase metade das províncias da ilha, priorizando atividades fundamentais em face das atuais restrições operacionais.
A ONU enfatiza a manutenção dos serviços essenciais e a continuidade das cadeias de suprimentos vitais, que incluem serviços de saúde, abastecimento de água, segurança alimentar, educação e proteção. Além disso, o plano busca implementar soluções energéticas alternativas para manter esses serviços operacionais. No entanto, o acesso ao combustível continua sendo a maior prioridade, uma condição imprescindível para a execução do plano.
Em uma declaração recente, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, reiterou a importância de proteger a saúde, afirmando que esta não deve ser influenciada por interesses geopolíticos ou bloqueios energéticos. Com mais de 80% dos equipamentos de bombeamento de água em Cuba dependendo de eletricidade, a situação se torna ainda mais crítica.
Relatos indicam que os hospitais cubanos têm enfrentado dificuldades em manter os serviços de emergência e terapia intensiva. Cirurgias foram adiadas e muitos pacientes se veem em risco devido à falta de eletricidade, que compromete o funcionamento de equipamentos médicos e a conservação de vacinas. A OMS elogiou os esforços de Cuba para restaurar a energia e os serviços de saúde, mas enfatizou que a população não pode ficar vulnerável à instabilidade energética e geopolítica em um momento tão delicado.
Origem: Nações Unidas






