Em um evento alarmante, dois diques no rio Mondego romperam em menos de 24 horas, resultando em deslizamentos de terra significativos e o colapso de uma parte da autoestrada A1, na região de Coimbra. Especialistas têm levantado preocupações sobre a segurança das infraestruturas hídricas, citando que a Barragem da Aguieira pode já não ser suficiente para gerenciar as atuais demandas hídricas e prevenir desastres.
De acordo com o diretor do Laboratório de Geotecnia da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, o ocorrido reflete não apenas fatores climáticos, mas também falhas estruturais que não foram adequadamente abordadas. “A barragem ainda é uma boa estrutura, mas face ao aumento das chuvas intensas, precisamos reavaliar a nossa capacidade de armazenamento e desvio de águas,” afirmou.
As autoridades locais estão trabalhando em conjunto com equipes de emergência para a contenção dos danos e garantir a segurança da população nas áreas afetadas. Até o momento, não há registros de feridos, mas evacuações preventivas estão sendo realizadas nas áreas mais próximas ao rio, enquanto os serviços de emergência monitoram a situação.
Os especialistas destacam a importância de revisar as políticas de gerenciamento de recursos hídricos e a necessidade de investir em melhorias que possam prever e mitigar riscos associados a eventos climáticos extremos. O governo municipal já anunciou planos para uma reunião de emergência para discutir ações imediatas e futuras.
Origem: JPN Universidade do Porto





