Cerca de 55 milhões de pessoas nas regiões da África Ocidental e Central enfrentarão níveis críticos de fome entre junho e agosto de 2026, de acordo com um alerta do Programa Alimentar Mundial (WFP). A crise alimentar foi intensificada por conflitos, deslocamentos e dificuldades econômicas, que somadas à redução do financiamento humanitário, pressionam fortemente as comunidades locais. As estatísticas são alarmantes, especialmente entre as crianças, onde mais de 13 milhões devem sofrer de desnutrição ao longo do ano.
A diretora regional adjunta do WFP, Sarah Longford, enfatizou a importância do auxílio a essas comunidades, destacando que a escassez de recursos financeiros é um dos principais fatores que contribuem para o aumento da fome. Países como Nigéria, Chade, Camarões e Níger são responsáveis por 77% dos casos de insegurança alimentar, com áreas específicas como o estado de Borno, na Nigéria, confirmando a presença de aproximadamente 15 mil pessoas em risco de fome catastrófica, uma situação não vista há quase uma década.
O relatório do Cadre Harmonisé, que analisa a segurança alimentar, revelou que mais de três milhões de pessoas experimentarão níveis de emergência em 2025, um aumento alarmante em comparação aos 1,5 milhão de 2020. Essa crescente insegurança alimentar tem gerado uma grave pressão sobre as comunidades, com regiões que sofreram cortes nas rações alimentares registrando um aumento significativo na fome aguda.
Os apelos do WFP por financiamento são prementes, com uma necessidade urgente de mais de 453 milhões de dólares nos próximos seis meses para continuar a assistência humanitária na região. Sem este suporte, estima-se que mais de 500 mil pessoas nos Camarões fiquem sem ajuda vital, enquanto a Nigéria poderá reduzir drasticamente o número de beneficiados, apoiando apenas 72 mil em fevereiro, em comparação aos 1,3 milhão do ano anterior.
Origem: Nações Unidas






