A Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental (Ecswa) divulgou, nesta quarta-feira, um novo relatório intitulado “Perspectivas Macroeconômicas na Região Árabe”, que explora as tendências de crescimento econômico na região. O documento aponta que a economia árabe enfrenta um cenário global repleto de incertezas, tensões geopolíticas e pressões financeiras, fatores que podem dificultar a criação de um crescimento econômico sustentável e inclusivo.
De acordo com as projeções, a inflação na região deve diminuir de 8,2% em 2025 para 5,4% em 2027, impulsionada pela queda nos preços das matérias-primas e pela normalização das cadeias de suprimentos. As exportações deverão crescer, com aumento notável nas exportações não petrolíferas. Os países de alto rendimento esperam um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,3% em 2025 para 4,2% em 2026, graças a esforços para diversificar suas economias.
Por outro lado, as economias de baixo rendimento continuam enfrentando dificuldades, prevendo-se um crescimento limitado a partir de uma contração de 0,9% em 2025 para 1,7% em 2026 e 1,9% em 2027. A inflação entre esses países, que atingiu impressionantes 85,3% em 2025, deve cair para 58,0% em 2026 e continuar a diminuir até 32,8% em 2027.
O relatório também evidencia a crise humanitária em Gaza, onde a reconstrução pode custar cerca de 70 bilhões de dólares devido à destruição extensiva. Mourad Wahba, secretário executivo interino da Ecswa, afirma que as perspectivas de melhoria econômica estão ligadas a reformas fiscais e investimentos em setores não relacionados a hidrocarbonetos, embora a região ainda esteja suscetível a desequilíbrios externos.
Além disso, o documento introduz uma nova abordagem analítica utilizando modelos de nowcasting com técnicas de aprendizagem automática, já testados em países como Egito e Arábia Saudita, que visam gerar estimativas de PIB em tempo quase real.
As recomendações para os países árabes incluem a continuidade da diversificação econômica, redução da dependência de hidrocarbonetos, investimento em capital humano e transformação digital, e melhoria na gestão das finanças públicas, especialmente em contextos de conflito. O relatório enfatiza a necessidade de fortalecer a resiliência dos mercados de trabalho e criar empregos sustentáveis em meio a mudanças tecnológicas rápidas.
Origem: Nações Unidas





