O antigo ministro da Economia e do Mar, Costa e Silva, expressou sua preocupação com a possibilidade de uma crise energética sem precedentes devido a tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz, uma importante rota de navegação que é responsável por um terço do comércio global. Durante uma recente conferência, ele destacou a vulnerabilidade do país em face de potenciais choques energéticos, agravados por condições meteorológicas adversas que podem impactar o fornecimento de energia.
“Um corpo não funciona com o coração paralisado”, afirmou Costa e Silva, enfatizando a necessidade urgente de ações corretivas para evitar consequências graves. Ele alertou que, caso as tempestades persistam, Portugal poderá enfrentar um duplo impacto econômico, afetando não apenas o setor energético, mas também a indústria e o comércio.
Economistas e especialistas do setor também notaram que, sem investimentos significativos em fontes de energia renováveis e um planejamento estratégico adequado, o país poderá se tornar mais suscetível a choques externos no futuro. A situação exige uma resposta coordenada que envolva tanto o governo quanto o setor privado, visando garantir a segurança energética e a sustentabilidade econômica em meio a um cenário global cada vez mais incerto.
Origem: JPN Universidade do Porto





