O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta quinta-feira para discutir as sanções relacionadas ao programa nuclear iraniano, sob a supervisão do Comitê de Sanções 1737. A convocação da reunião partiu dos Estados Unidos, que preside o órgão neste mês. Desde a sua criação em 2006, o Comitê tem monitorado restrições à transferência de tecnologia nuclear e ao congelamento de bens de indivíduos e entidades vinculados ao enriquecimento de urânio no Irã. O comitê havia ficado inativo após a suspensão das sanções anteriores em 2015, devido ao Plano de Ação Conjunto Global.
Contudo, em setembro de 2025, a França, Alemanha e Reino Unido ativaram o mecanismo de “restabelecimento automático” do Jcpoa, buscando restaurar as sanções da ONU contra o Irã. Esta ação tem sido contestada por China, Rússia e Irã, que argumentam que o período de sanções expirou em outubro de 2025. Essa divergência dificultou um consenso sobre o relatório do Comitê de Sanções, mas a reunião foi realizada, com vários membros do Conselho discutindo as crescentes tensões no Oriente Médio.
A situação se agrava com a escalada do conflito entre Israel e Líbano, que tem causado distúrbios no transporte marítimo e sofrimento a civis. O Unifil, a Força Interina da ONU no Líbano, expressou preocupação com a violência ao longo da Linha Azul, que separa Israel do Líbano. Durante a madrugada de quinta-feira, foram detectados mais de 120 projéteis disparados do Líbano em direção a Israel, seguidos por ataques aéreos israelenses e uma resposta de artilharia considerável.
Além disso, a diretora-geral da Organização Internacional para Migrações, Amy Pope, condenou um ataque que resultou em oito mortes e dezenas de feridos entre pessoas deslocadas em Beirute, onde 125 mil pessoas estão abrigadas em condições precárias. No Irã, a crise levou ao deslocamento de mais de 3,2 milhões de pessoas internamente, com um grande número de famílias deixando grandes cidades em busca de segurança nas regiões rurais.
A Organização Marítima Internacional também confirmou um ataque recente a dois navios-tanque no sul do Iraque, resultando na morte de um marinheiro. Em resposta a esses acontecimentos, a OMI convocará uma sessão extraordinária do seu Conselho em março para discutir os riscos crescentes enfrentados pelo setor de navegação na região, especialmente no estreito de Ormuz, uma rota vital para o comércio global.
Origem: Nações Unidas






