Mais de 170 mil pessoas foram deslocadas no nordeste da Síria desde o início de janeiro, devido a intensos confrontos nas províncias de Aleppo, Hasakeh e Raqqa, em meio a condições invernais extremas. Organizações humanitárias alertam para a corrupção da situação, que permanece instável, com abrigos superlotados e um aumento acelerado nas necessidades humanitárias.
As Nações Unidas, juntamente com parceiros humanitários, estão intensificando esforços de resposta a emergências, enfrentando ainda os efeitos das severas tempestades de inverno que atingem diversas áreas do país. As condições climáticas têm exacerbado os desafios de acessibilidade, causado danos significativos à infraestrutura e aumentado a vulnerabilidade da população afetada pelo conflito.
Recentemente, um comboio humanitário interagências partiu de Damasco e chegou à cidade de Qamishli, na província de Hasakeh, transportando alimentos, roupas quentes e outros itens essenciais. Novos comboios estão programados para os próximos dias, enquanto a distribuição de assistência alimentar e apoio financeiro continua em centros que acolhem pessoas deslocadas.
A situação continua criticamente frágil, especialmente em Hasakeh, onde abrigos permanecem sobrecarregados. Agentes da ONU estão fornecendo serviços de saúde móveis, que incluem vacinação e cuidados de saúde mental, além de serviços de nutrição que já alcançaram mais de 1,5 mil crianças e centenas de mulheres grávidas e lactantes na região.
Entretanto, a prestação de serviços de saúde e assistência é severamente afetada pela recente tormenta que trouxe chuvas intensas e neve, especialmente em províncias como Latáquia e Tartús, onde as principais rotas montanhosas permanecem fechadas. Em Hama e Homs, as enchentes e o fechamento de estradas continuam a criar barreiras ao acesso humanitário. Desde outubro do ano passado, esforços têm sido concentrados para fornecer assistência de inverno, incluindo cobertores e roupas quentes, a cerca de 450 mil pessoas.
Origem: Nações Unidas






