Após quase duas semanas de intensificação do conflito no Oriente Médio, os sistemas de saúde da região estão sob pressão crescente, conforme alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). A escalada da violência resultou em um aumento alarmante no número de feridos e deslocados, enquanto ataques a serviços essenciais de saúde elevam os riscos à saúde pública.
No Irã, as autoridades reportam mais de 1,3 mil mortes e 9 mil feridos, enquanto Israel contabiliza 2.142 feridos e 15 mortes. O Líbano, já fragilizado por uma crise anterior, registrou 570 mortes e mais de 1,4 mil feridos. A OMS destaca que locais destinados a salvar vidas, como postos de saúde, estão sendo atingidos por ataques, resultando em mais fatalidades.
Além das vítimas diretas, a situação gera riscos significativos para a saúde pública. No Irã, aproximadamente 100 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas, e no Líbano cerca de 700 mil estão deslocadas internamente, muitas se abrigando em locais superlotados e vulneráveis a infecções e doenças. A precariedade no acesso a água potável e saneamento agrava a situação, aumentando a probabilidade de surtos de doenças respiratórias e diarreicas, afetando especialmente mulheres e crianças.
A OMS também se preocupa com os efeitos da poluição causada por incêndios de petróleo e o estado de infraestruturas danificadas, que expõem as comunidades a substâncias nocivas, gerando problemas respiratórios e contaminação de água e alimentos.
Em Gaza, a situação é crítica, com evacuações médicas suspensas e hospitais operando com escassez de medicamentos e suprimentos. O fechamento do espaço aéreo impede o envio de assistência médica a partir do centro logístico da OMS em Dubai, afetando mais de 50 pedidos de emergência para diversos países, incluindo um carregamento vital para Moçambique, previsto para a próxima semana.
Diante desse quadro, a OMS faz um apelo para que todas as partes em conflito protejam os civis e os serviços de saúde, garantam acesso humanitário seguro e busquem formas de desescalada para que as comunidades possam iniciar sua recuperação e retomar o caminho da paz.
Origem: Nações Unidas






