Em uma reunião realizada em Bruxelas, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, fez um apelo enfático pela prevalência da diplomacia sobre a guerra. Durante o encontro com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, ele destacou que a força da lei deve triunfar sobre a lei da força, especialmente em relação à crescente tensão internacional.
Guterres enfatizou a urgência em acabar com os conflitos atuais, referindo-se à guerra na Ucrânia e à situação no Oriente Médio. Ele alertou que a continuação desses combates pode levar a consequências devastadoras, não apenas para os civis diretamente afetados, mas também para a economia global. Dirigindo-se a Estados Unidos e Israel, o secretário-geral afirmou que já é hora de buscar uma resolução pacífica para os conflitos, que estão correndo risco de sair completamente do controle.
O líder da ONU também fez um chamado ao Irã, pedindo que interrompa os ataques a países vizinhos que não estão envolvidos no conflito, numa tentativa de desescalar a situação na região. Ao abordar os efeitos da guerra, Guterres ressaltou a vulnerabilidade dos países menos desenvolvidos, que podem sofrer tragicamente devido às repercussões dos conflitos em andamento.
Na capital belga, ele afirmou que a cooperação entre a União Europeia e as Nações Unidas é fundamental para a promoção do multilateralismo. Guterres expressou a esperança de que a UE desempenhe um papel central na busca por uma ordem internacional baseada no Estado de direito, onde a justiça, as ações climáticas e a regulação da tecnologia sejam prioridades. António Costa, por sua vez, endossou essa visão, argumentando que, diante dos desafios globais, o multilateralismo é a única alternativa viável à desordem e à guerra. A conversa entre Guterres e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também evidenciou a importância da colaboração mútua na construção de um futuro mais pacífico e justo.
Origem: Nações Unidas






