O conflito recente no Médio Oriente, que começou com ataques dos EUA e Israel ao Irão, causou impactos imediatos e significativos na economia global, especialmente no setor energético. O Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás, foi fechado, provocando uma escalada no preço dessas commodities. Os preços do petróleo Brent e do gás aumentaram consideravelmente, levando a um aumento de 1,6% e mais de 5% nas últimas 24 horas, o que acendeu alertas entre os líderes mundiais e levou países, como Montenegro, a se prepararem para potenciais desdobramentos na economia.
Com esse novo cenário de instabilidade, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, tentou acalmar as preocupações, afirmando que a Europa não é dependente do petróleo do Golfo e que até agora não há sinais alarmantes. No entanto, em Portugal, a situação é acompanhada de perto, especialmente pela Entidade Nacional para o Setor Energético, que garantiu reservas suficientes para lidar com eventuais disrupções, embora o secretário-geral da EPCOL, António Comprido, tenha advertido que novos aumentos nos preços dos combustíveis são inevitáveis, caso a situação se mantenha inalterada.
O governo português, liderado por Luís Montenegro, considera a possibilidade de um desconto temporário no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP) se ocorrer um aumento significativo. Além disso, há preocupações de que esse conflito possa não apenas elevar os custos dos combustíveis, mas também impactar negativamente os preços de alimentos e os juros nos créditos à habitação. Especialistas, como a diretora-geral do FMI, alertam que a duração do conflito e o sentimento dos mercados podem afetar a inflação global, exigindo uma vigilância constante por parte das autoridades financeiras.
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