Rafael Mariano Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), reiterou, nesta sexta-feira, durante a reunião do Conselho de Diretores da Aiea em Viena, que a guerra na Ucrânia representa a maior ameaça à segurança nuclear global, ao se aproximar do quinto ano de conflito. Ele apresentou um relatório abrangente sobre a situação das usinas nucleares afetadas pela guerra, enfatizando a necessidade crítica de um fornecimento elétrico externo seguro e estável para a operação das centrais.
Entre os pontos destacados, Grossi mencionou o quarto pilar dos Sete Pilares da Aiea, que visa garantir a segurança nuclear em contextos de guerra. A central nuclear de Zaporizhzhya, um dos locais mais críticos, foi objeto de discussões para a implementação de cessar-fogos temporários, permitindo reparos em linhas elétricas que são vitais para a segurança da instalação.
Ele observou que na última reparação, em 19 de janeiro, a Zaporizhzhya foi reconectada à sua linha de energia de reserva, que estava inoperante desde o começo do mês devido a atividades militares. Grossi reafirmou a urgência de garantir a resiliência das centrais nucleares, especialmente durante os meses de inverno, alertando que novas interrupções no fornecimento elétrico poderiam colocar em risco a segurança da infraestrutura.
Além das preocupações em Zaporizhzhya, relatórios recentes indicaram atividades militares perto de outras instalações nucleares, como a de Chornobyl, onde danos a uma subestação crítica exigiram o uso de geradores de emergência para manter a operação de áreas essenciais. Grossi concluiu seu discurso sublinhando que o comprometimento com a segurança nuclear e a proteção das populações depende do fim do conflito, reiterando o papel da Aiea como mediadora crucial em meio à instabilidade.
Origem: Nações Unidas






