A Câmara de Lisboa aprovou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, a delimitação da Área de Reabilitação Urbana (ARU) do Vale de Santo António, que prevê a construção de 2.400 fogos para arrendamento acessível numa área abrangendo 48 hectares. A iniciativa, proposta pelo vereador do Urbanismo, Vasco Moreira Rato, visa transformar um território considerado degradado, buscando uma reabilitação que não só melhore a habitação, mas também as infraestruturas e espaços públicos. A aprovação ocorreu durante uma reunião privada do executivo municipal, que deliberou sobre o plano, embora detalhes sobre as votações das diferentes forças políticas não tenham sido divulgados.
Em conjunto com a delimitação da ARU, a Câmara também aprovou a correspondente Operação de Reabilitação Urbana (ORU) sistemática, designando a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) como a entidade responsável pela gestão do projeto. A proposta de Vasco Moreira Rato enfatiza a importância de uma intervenção integrada, que visa qualificar os espaços coletivos e dignificar a qualidade de vida dos moradores. Com um horizonte temporal de doze anos, o plano inclui a criação de uma estrutura comunitária que equilibrará habitação, comércio e serviços.
Além do Vale de Santo António, a reunião da Câmara também abordou a transição da reabilitação da Tapada das Necessidades da Associação de Turismo de Lisboa para a esfera municipal, um movimento que recebeu votos contra das forças políticas Livre e Chega. Também foi aprovada uma alteração na repartição de encargos para as obras do túnel da Avenida João XXI, que se iniciarão em abril e devem se estender até 2028, com um investimento estimado em 7,6 milhões de euros. O desenvolvimento dessas iniciativas reflete os esforços da atual administração, presidida por Carlos Moedas, em modernizar e revitalizar áreas da capital portuguesa, apesar das dificuldades em obter uma maioria absoluta.
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