Moçambique se prepara para enfrentar um novo período de intensas chuvas e tempestades nas próximas 24 horas, em decorrência da passagem do ciclone Gezani. A tempestade, que atingiu a costa moçambicana, especificamente a área de Inhambane, deixou um rastro de devastação e se desloca agora em direção ao oceano, rumo à costa oeste de Madagascar.
As autoridades locais informaram que, até o momento, 2.734 pessoas foram impactadas pela tempestade, que causou danos a 1.468 residências, algumas das quais foram completamente destruídas. Infelizmente, o balanço inclui também quatro mortes e cinco pessoas feridas. Além disso, 306 indivíduos foram forçados a buscar abrigo em seis centros de acolhimento estabelecidos pela prefeitura.
O ciclone Gezani, classificado como um ciclone tropical de categoria 1, continuava apresentando ventos com velocidades superiores a 270 km/h durante a manhã de segunda-feira. O governo moçambicano já implementou medidas preventivas, incluindo a disposição de 254 toneladas de alimentos para as áreas afetadas e a ativação de protocolos de emergência.
Esse fenômeno climático ocorre apenas três semanas após cheias devastadoras que resultaram na morte de 27 pessoas e deixaram dezenas de milhares de moçambicanos em situações vulneráveis. As campanhas de ajuda humanitária, que envolvem recursos do Fundo das Nações Unidas de Resposta de Emergência e do UNICEF, estão sendo intensificadas para minimizar os impactos do ciclone e garantir a segurança das comunidades.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Gestão de Desastres de Moçambique, a atual temporada de chuvas já causou a morte de 215 pessoas e afetou mais de 856 mil indivíduos em todo o país desde o início de outubro. As equipes de resgate e evacuação continuam trabalhando em conjunto com as autoridades locais para garantir a segurança da população e diminuir os riscos associados a desastres naturais.
Origem: Nações Unidas






