Em 2024, Portugal registrou um total de 1.593.415 empresas ativas, das quais 246.589 foram criadas no mesmo ano. Este número representa uma ligeira diminuição de 0,1% em comparação ao ano anterior, que havia visto um crescimento considerável de 6,3%. O número de empresas que encerraram as suas atividades em 2024 atingiu 186.707, apresentando uma queda de 1,7%, o que indica uma desaceleração no ritmo de falências em relação ao crescimento de novas empresas.
A taxa de sobrevivência das empresas que completaram um ano de operação aumentou para 73,8%, um ligeiro aumento de 0,2 pontos percentuais em relação a 2023. No entanto, a porcentagem de empresas que conseguiram sobreviver por três anos caiu para 47,7%, uma diminuição de 1,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Apesar da queda nas taxas de natalidade e aumento nas taxas de mortalidade em comparação com 2023, o saldo líquido resultante do número de empresas, empregos gerados e volume de negócios se manteve positivo.
As novas empresas criadas em 2024 geraram 292.856 novos postos de trabalho, marcando um crescimento de 1,4%, enquanto o volume de negócios foi de 4.681 milhões de euros, apresentando uma leve queda de 0,2%. No segmento das sociedades não financeiras, que totalizavam 532.174 em atividade, 44.468 iniciaram operações em 2024, representando uma diminuição de 2,9% em relação ao ano anterior e uma taxa de natalidade de 8,4%.
Apesar da redução no número de novas sociedades, o total de falências entre as empresas não financeiras caiu drasticamente, com 15.133 mortes registradas, o que equivale a uma taxa de mortalidade de 2,8%, uma diminuição significativa de 2,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Além disso, o número de sociedades de alto crescimento subiu para 7.801, um aumento de 12,3% em relação ao ano anterior, representando 13,5% do total das sociedades não financeiras com 10 ou mais funcionários.
As chamadas “gazelas”, ou sociedades jovens de alto crescimento, também mostraram um leve aumento de 0,8% em 2024, totalizando 670 empresas. No entanto, o valor acrescentado bruto produzido por estas gazelas caiu para 1.267 milhões de euros, uma redução de 42 milhões de euros em relação a 2023, representando 1,1% do total das sociedades não financeiras com 10 ou mais funcionários.
Origem: Instituto Nacional de Estatística





