As estâncias de esqui dos Alpes franceses têm visto um aumento significativo na procura por parte dos portugueses, especialmente entre os jovens com maior poder aquisitivo e as famílias que buscam experiências de qualidade. Destinos como Tignes–Val d’Isère, Les Trois Vallées e Portes du Soleil estão entre os favoritos na busca por ativos imobiliários seguros e com potencial para valorização a longo prazo. A consultora imobiliária Athena Advisers destaca que, atualmente, a escassez de oferta e a atratividade turística dos Alpes têm gerado uma demanda robusta por imóveis na região.
A análise mais recente revela que a oferta de apartamentos e chalés nos Alpes é bem distribuída, com 52% de apartamentos e 48% de chalés. Contudo, a procura é ligeiramente maior por apartamentos, que representam 56% das pesquisas. O estudo indica ainda um aumento de 15% nas pesquisas por imobiliário de montanha, com os Alpes do Norte liderando tanto a oferta quanto a procura. A média de preços por metro quadrado nessa região é de 5.731 euros, representando um aumento de 1% ao ano, enquanto os Alpes do Sul, que têm preços mais acessíveis, veem uma valorização de 2% ao ano.
O desequilíbrio entre oferta e procura, impulsionado por uma forte demanda turística, sustenta a força do mercado imobiliário alpino. Charles-Antoine Sialelli, da Athena Advisers, observa que os imóveis nas estâncias alpinas possuem uma resiliência notável ao longo dos ciclos econômicos, com muitos visitantes retornando anualmente. As estâncias como Morzine, Châtel e Les Deux Alpes se destacam por serem acessíveis e dinâmicas, representando oportunidades atraentes tanto para uso pessoal quanto para investimento em arrendamento, com taxas de ocupação que variam entre 80% e 95% durante a alta temporada.
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