O Banco Europeu de Investimentos (BEI) e o grupo Santander firmaram recentemente acordos de garantia que visam fortalecer as cadeias de suprimento de empresas europeias em setores considerados estratégicos. O acordo, que soma um total de 450 milhões de euros, permitirá ao Santander mobilizar aproximadamente 900 milhões de euros de nova financiamento destinado a melhorar o acesso a recursos em áreas cruciais, como segurança e defesa, tecnologias limpas, telecomunicações e infraestruturas digitais.
Durante a apresentação de resultados em Bruxelas, a presidente do Grupo BEI, Nadia Calviño, anunciou a assinatura do acordo, ressaltando que dos 450 milhões de euros, 400 milhões estarão direcionados a empresas do ecossistema de segurança e defesa. Este impulso financeiro tem como objetivo fomentar investimentos em áreas vitais, como cibersegurança e resiliência estrutural. Além disso, as empresas operantes em outros setores estratégicos receberão 500 milhões de euros, facilitando, assim, um acesso melhorado a soluções de financiamento, como o famoso factoring reverso.
Com esses acordos, as instituições buscam elevar a autonomia estratégica da União Europeia e consolidar o liderança tecnológica do continente, especialmente em um contexto de crescente incerteza geopolítica. Gemma Feliciani, diretora de Instituições Financeiras do BEI, afirmou que “esses acordos melhorarão o acesso à financiamento da cadeia de suprimento para as empresas que operam em setores críticos”, destacando a importância de fortalecer as colaborações entre bancos europeus.
Pelo lado do Santander, Mencía Bobo, responsável global de Global Transaction Banking, sublinhou o compromisso da entidade em ser um parceiro chave para as empresas nesses âmbitos, assegurando que a mobilização de financiamento em grande escala é fundamental em momentos atuais em que a resiliência e a inovação são essenciais para a competitividade da Europa. Marcel Patiño, da área de Private Debt Mobilization do Santander, enfatizou a sólida rede e experiência do banco, que o posiciona como um aliado natural para o BEI na realização dos objetivos estratégicos de financiamento na região.






