Os preços dos combustíveis em Portugal estão a aumentar de maneira alarmante, em grande parte devido ao conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão. Essa escalada nos preços deve ter repercussões em diversos setores econômicos, notadamente no imobiliário e na construção civil. Carlos Mota Santos, CEO da construtora Mota-Engil, afirmou durante uma entrevista ao programa Conversa Capital, que, embora os efeitos dessa subida ainda não sejam visíveis no custo de construção, é provável que, em breve, os impactos comecem a se fazer sentir, dificultando o acesso à habitação própria para muitos cidadãos.
Mota Santos também destacou que a alta nos preços do petróleo poderá beneficiar países produtores que não estão envolvidos no conflito do Médio Oriente, como Angola, México e Nigéria. Esses países, onde a Mota-Engil já possui investimentos, poderão representar uma oportunidade de crescimento para a empresa, conforme os preços se ajustam no mercado global. Esse contexto internacional oferece um panorama de incerteza, mas por outro lado, também abre possibilidades de expansão para a construtora portuguesa.
Além de atuar no exterior, a Mota-Engil pretende fortalecer sua presença no mercado nacional. O CEO criticou a “visão miserabilista” presente nos concursos públicos em Portugal, que favorecem preços base muito baixos e acabam por atrasar investimentos essenciais para a infraestrutura do país. Mota Santos acredita que essa abordagem está a comprometer não só a qualidade das obras, mas também a eficiência dos projetos estruturais necessários para alavancar a economia nacional.
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