O aumento dos preços das casas em Portugal está a colocar muitas famílias em sérias dificuldades para encontrar habitação adequada ao seu rendimento. Com salários que não acompanham esta subida, a dimensão das habitações que podem ser adquiridas ou arrendadas dentro da taxa de esforço recomendada de 33% diminuiu significativamente, principalmente nas grandes cidades e regiões do litoral. Uma análise da Century 21 Portugal revela que apenas seis capitais de distrito no interior, como Portalegre e Castelo Branco, permitem às famílias comprar casas com mais de 90 metros quadrados sem ultrapassar esse limite.
Nas restantes capitais, a situação é alarmante. As famílias, na maioria das vezes, têm de optar por habitações diminutas, variando entre 35 metros quadrados em Lisboa e 80 metros quadrados em Santarém e Leiria. O relatório destaca que, em três anos, a possibilidade de adquirir uma casa está a encolher, com a Guarda a passar de 200 metros quadrados para 125 metros quadrados. Em Lisboa, Porto e Faro, as opções estão ainda mais restritas, refletindo um forte desfasamento entre os baixos salários e os altos preços de mercado.
Além do mais, a situação no mercado de arrendamento é igualmente crítica. Apenas nas capitais de Guarda e Portalegre é que o rendimento familiar permite arrendar habitações com 90 metros quadrados ou mais. Em cidades como Beja, a área disponível para arrendar diminuiu drasticamente de 130 metros quadrados para 70 metros quadrados. Apesar de a compra de casa ainda ser, em média, um encargo mensal inferior ao do arrendamento, essa vantagem tem vindo a diminuir, com as áreas acessíveis em ambas as opções a ficarem notavelmente menores.
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