A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) anunciou uma inquietante tendência de crescimento no número de notificações de chikungunya nas Américas no início de 2026, após uma período de estabilidade no final do ano anterior. A presença do mosquito Aedes aegypti desempenha um papel crucial na disseminação da doença, favorecida por condições ambientais como temperaturas extremas, que estimulam a reprodução desses insetos.
Em um alerta, a Opas informou que países como Guiana, Guiana Francesa e Suriname, que não registravam circulação do vírus há anos, presenciaram um retorno da transmissão após aproximadamente uma década sem novos casos. Embora o total de casos na região tenha diminuído em comparação ao ano de 2024, novas notificações foram observadas em algumas áreas da América do Sul e do Caribe, ressaltando a necessidade de monitoramento contínuo.
Dados globais da Opas contabilizam, entre 1º de janeiro e 10 de dezembro de 2025, 502.264 casos reportados de chikungunya em 41 países, resultando em 186 mortes. Somente nas Américas, foram registrados 313.132 casos, com 113.926 confirmados e 170 mortes em 18 países.
A situação é particularmente alarmante, segundo a Opas, que apontou que a alta de casos está alinhada com padrões esperados em regiões onde o vetor está presente. O diretor de Prevenção, Controle e Eliminação de Doenças Transmissíveis da Opas, Sylvain Aldighieri, destacou que a chikungunya se espalhou pela região em 2013 e, após um período de baixa transmissão, agora se vê um ressurgimento, especialmente nas zonas tropicais.
Para combater a propagação, a Opas recomenda que os países reforcem a vigilância epidemiológica e ofereçam manejo clínico adequado, especialmente para grupos vulneráveis. Além disso, é essencial intensificar as ações integradas de controle do vetor, eliminando locais de reprodução do mosquito.
A participação da comunidade é vital nesse esforço, com a Opas instando a população a adotar medidas de proteção contra picadas e a eliminar criadouros de mosquitos em suas vizinhanças. Com o apoio contínuo da agência, espera-se mitigar o impacto da chikungunya e de outras arboviroses na região, promovendo saúde e segurança para todos.
Origem: Nações Unidas






