Nos últimos dias, o mercado financeiro tem demonstrado uma elevada volatilidade devido ao aumento das tensões no Médio Oriente, especialmente entre o Irão e outras potências ocidentais. Este cenário incerto alterou as previsões sobre as taxas Euribor, que, após um mês de expectativa de estabilização em torno de 2%, começaram a registrar aumentos significativos. Especialistas alertam que as famílias portuguesas devem se preparar para um ligeiro aumento nas prestações dos créditos habitação a partir de abril, tanto para novos contratos quanto para os já existentes.
As recentes oscilações nas taxas Euribor, especialmente a de seis meses que se situava em 2,20%, e a de doze meses, que ultrapassou 2,4%, refletem as expectativas do mercado em relação a possíveis aumentos nas taxas de juro pelo Banco Central Europeu (BCE) devido à pressão inflacionária causada pelo choque energético da guerra. Analistas indicam que esta incerteza pode levar a aumentos nas taxas diretores em duas ocasiões ao longo de 2026, caso o conflito se intensifique. A situação é preocupante, pois a maioria dos mutuários em Portugal possui créditos à taxa variável, o que os torna vulneráveis a essas flutuações.
Diante disso, especialistas sugerem que os consumidores fiquem atentos à evolução das taxas e considerem opções de proteção contra futuros aumentos. A proposta de renegociar o crédito, optar por taxas fixas ou mistas, ou até mesmo transferir o empréstimo para outra instituição que ofereça melhores condições, são algumas das estratégias recomendadas para mitigar o impacto das crescentes prestações. Apesar da instabilidade atual, os bancos em Portugal continuam a apresentar uma oferta ampla e competitiva de crédito habitação, o que pode ser um alívio para quem busca comprar uma casa no cenário econômico incerto.
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