Uma nova e inédita Trienal de Arte das Universidades Católicas está programada para acontecer em setembro de 2026, englobando cidades como Lisboa, Paris e Rio de Janeiro. O evento, que promete ser um marco na arte contemporânea, nasceu de um convite da Santa Sé, refletindo um investimento significativo do Vaticano em cultura e educação. De acordo com o curador-chefe, Nuno Crespo, o evento não visa apenas expor obras, mas sim estabelecer diálogos profundos sobre temas urgentes, com um foco especial em “Exercícios de Empatia”, que buscam criar conexões entre as diversas realidades sociais e artísticas ao redor do mundo.
O cardeal Tolentino de Mendonça, responsável pelo novo dicastério do Vaticano que une cultura e educação, tem incentivado essa aproximação com a arte contemporânea, enfatizando a importância da empatia nos dias atuais. Crespo afirma que a arte pode servir como um termômetro para entender a sociedade contemporânea, e, por isso, o projeto se propõe a ser um espaço de reflexão colaborativa e não impositiva. Com uma equipe composta por universidades católicas ao redor do globo, a Trienal busca que as propostas artísticas sejam orgânicas aos contextos locais e respeitem a diversidade cultural de cada cidade envolvida.
As exposições ocorrerão em diferentes universidades e também em instituições culturais, permitindo um diálogo dinâmico entre a arte e seu espaço. Crespo destaca que, embora a Trienal tenha laços com a Igreja Católica, seu objetivo é promover experiências artísticas que estimulem o pensamento crítico e a liberdade criativa, sem imposições de moralidade ou religiosidade. Com isso, espera-se que o evento não apenas celebre a arte, mas também provoque uma reflexão profunda sobre o papel dessa expressão na sociedade contemporânea, preparando o cenário para a grande exposição final em Veneza, em 2027.
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