A transição da Apple para processadores próprios se revela um marco significativo na indústria de tecnologia, refletindo uma mudança clara nas participações de mercado no segmento de CPUs para laptops e desktops. Após cinco anos do lançamento do chip M1, uma análise recente da Mercury Research, com aprofundamento da Bernstein, indica que a Apple está alcançando números de participação de mercado em laptops comparáveis aos da AMD, tradicional gigante do setor.
Os dados mais recentes revelam uma tendência preocupante para a Intel, que continua a perder participação. A Intel detém cerca de 60% do mercado de laptops, uma queda acentuada em relação ao domínio de quase 90% que mantinha na última década. A AMD, por sua vez, ocupa cerca de 21% do mercado, enquanto a Apple se aproxima igualmente da marca de 20%. Este cenário destaca uma crescente competitividade e diversificação no mercado de processadores.
A mudança começou em novembro de 2020, quando a Apple lançou o M1, um chip desenvolvido especificamente para o Mac, marcando o início de uma transição do uso dos processadores Intel para uma plataforma baseada em arquitetura ARM. Essa decisão teve como objetivo melhorar a eficiência energética e o desempenho. Desde então, a Apple não só substituiu a Intel em sua linha de produtos, mas também expandiu sua gama de chips, incluindo os lançamentos recentes do M4 Pro e M4 Max em 2024.
Além disso, a popularidade da arquitetura ARM está crescendo, não apenas devido à Apple, mas também em função de Chromebooks que utilizam chips ARM e o aumento de dispositivos Windows com esta mesma arquitetura. No primeiro trimestre de 2025, estimativas apontavam que os chips ARM já representavam mais de 10% de participação em determinados segmentos de PCs, um marco significativo após anos de domínio da arquitetura x86.
As implicações desse movimento não se restringem apenas à Apple. Para os consumidores, isso se traduz em eficiência e autonomia como padrões de mercado, forçando todos os fabricantes a se adaptarem às novas exigências. Para a Intel, a contínua perda de participação no mercado de laptops e desktops acentua a pressão em um setor que está se reorganizando em torno de novas demandas, como a inteligência artificial local e criação de conteúdo.
Neste cenário em evolução, a Apple não apenas ganhou espaço no mercado de CPUs, mas também transformou completamente o panorama competitivo, desafiando o status quo e estabelecendo novas expectativas para o futuro da tecnologia em dispositivos móveis e desktops.






