A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta epidemiológico sobre a transmissão de febre amarela em várias regiões da América do Sul, destacando a gravidade da situação. Nos primeiros sete dias do ano, foram registrados 34 casos de infecção humana e 15 mortes em países como Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela, com novas ocorrências surgindo em áreas que anteriormente não eram consideradas de risco.
O comunicado da Opas, publicado em Washington, informa que a reativação do ciclo de transmissão silvestre da febre amarela é um fenômeno previsto, envolvendo mosquitos e primatas não humanos. Entretanto, o surgimento de casos em locais sem antecedentes de transmissão representa um motivo de preocupação crescente. Autoridades de saúde enfatizam a urgência de intensificar a vigilância epidemiológica e as campanhas de vacinação, especialmente em localidades onde a febre amarela não era comumente registrada, como o estado de São Paulo.
Desde setembro de 2024, a Opas já havia alertado para casos fora das áreas tradicionais de risco, o que alerta para um aumento na disseminação do vírus. A agência apela para que os países adotem medidas rigorosas para proteger tanto as populações locais quanto os viajantes em áreas afetadas, reforçando a importância da vacinação para evitar surtos futuros. Os dados do ano passado mostram um total alarmante de 346 casos confirmados e 143 mortes associadas à febre amarela na América Latina.
Conforme detalhado pela Opas, a probabilidade de transmissão urbana do vírus, especialmente em grandes cidades, é um risco que não pode ser subestimado, visto que o mosquito Aedes aegypti pode facilitar a propagação do vírus entre as pessoas. A agência indicou que para um controle eficaz da doença, é vital a manutenção de pelo menos 95% de cobertura vacinal nas populações expostas, além de um monitoramento constante das epizootias em primatas.
A febre amarela, transmitida principalmente por mosquitos, é uma doença viral grave com alta taxa de mortalidade. Embora não exista tratamento específico, a vacinação permanece a forma mais eficaz de prevenção, com uma única dose garantindo proteção por toda a vida. A Opas alerta que a maioria dos casos recentes ocorreu entre indivíduos não vacinados, sublinhando a necessidade crítica de fortaleçer as campanhas de imunização.
Origem: Nações Unidas






