Um estudo recente da Bango e 3Gem revela uma transformação significativa no uso da inteligência artificial (IA) entre os usuários que pagam por esses serviços. De acordo com a pesquisa feita com 2.000 norte-americanos, a interação inicial com a internet está mudando: cada vez mais, as pessoas estão recorrendo a assistentes conversacionais em vez de buscadores tradicionais. Essa mudança reflete uma nova “infraestrutura pessoal”, onde a IA se torna o ponto de partida para a organização da vida digital.
O estudo indica que 67% dos entrevistados classificam a IA como a assinatura mais importante em sua lista de gastos mensais, superando categorias que antes dominavam a despesa digital. Além disso, 77% afirmam que as assinaturas de IA são essenciais para o dia a dia. Em um dado impressionante, 61% dos participantes prefeririam cancelar todas as suas assinaturas de streaming, como Netflix ou Spotify, a abrir mão dos serviços de IA.
Com um gasto médio de aproximadamente 66 dólares por mês em ferramentas de IA – o que equivale a cerca de 56,4 euros – a pesquisa também aponta que mais de 50% dos entrevistados consideram os preços das ferramentas de IA como altos ou confusos. O estresse financeiro resultante dessa nova prioridade leva a um fenômeno chamado “ciclo de assinatura”, onde os usuários alternam entre diferentes serviços na tentativa de manter os gastos sob controle.
Surpreendentemente, 71% dos usuários de IA já estão utilizando o ChatGPT e expressaram o desejo de transformá-lo em um hub central para gerenciar suas tarefas diárias e conectar aplicativos. Essa potencial transição traz à tona questões sobre a neutralidade das recomendações e a possibilidade de comercialização de serviços.
Para o futuro do ecossistema digital, o relatório indica que a dependência de assistentes de IA pode alterar a dinâmica do tráfego online, a publicidade e a economia de conteúdo, favorecendo quem controla as plataformas e distribuições de serviços. Assim, o cenário está preparado para uma nova era onde a IA não é apenas uma ferramenta, mas um componente essencial da vida diária dos consumidores digitais.





