No final do 4.º trimestre de 2025, o cenário do serviço de distribuição de sinais de TV por subscrição em Portugal revelou um crescimento moderado, com um total de 4,7 milhões de assinantes, um aumento de apenas 25 mil (+0,5%) em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este crescimento representa o aumento mais baixo desde 2006, refletindo as dificuldades enfrentadas pelo setor.
Os assinantes residenciais, que constituem 88,3% do total, foram os principais responsáveis por este leve incremento, totalizando 4,1 milhões e um crescimento de 12 mil (+0,3%). No segmento não residencial, a contagem atingiu 546 mil assinantes, correspondendo a 11,7% do total, com um crescimento de 2,3% em relação ao ano anterior.
Uma característica notável deste mercado é que a grande maioria dos assinantes optou por pacotes integrados, com apenas 1,6% dos acessos de TVS comercializados de forma isolada. A fibra ótica destacou-se como a principal tecnologia de acesso, representando 70,1% do total de assinantes, seguida pela TV por cabo e via satélite. A fibra ótica foi, de fato, a única tecnologia a registrar crescimento, somando 3,3 milhões de assinantes, um aumento de 177 mil (+5,7%) em relação ao ano anterior.
Em termos de participação de mercado, a MEO liderou com 42,0% da quota de assinantes, seguida pelo Grupo NOS (35,7%), Vodafone (19,4%) e o Grupo DIGI/NOWO (2,8%). Os operadores MEO e DIGI/NOWO foram os únicos a captar um número líquido significativo de novos assinantes, enquanto a Vodafone manteve sua quota e o Grupo NOS registrou uma leve diminuição.
O mercado de TVS enfrenta desafios, mas o contínuo crescimento da fibra ótica poderia indicar uma leve mudança nas preferências dos consumidores, que começam a buscar melhores experiências de visualização em um cenário cada vez mais competitivo.
Origem: Portal Consumidor Anacom





